Por que criar

Durante o século XX, cerca de 2,9 milhões de baleias foram mortas em todo o mundo, o que constitui o a maior caça em termos de biomassa, levando a diminuição dos estoques de baleias em todos os oceanos. Aproximadamente 71% das baleias caçadas no mundo foram mortas no hemisfério sul. Baleias fin, cachalote, azul, jubarte, sei, franca e minke foram de longe as espécies mais caçadas no Oceano Austral (Atlântico Sul e a Antártida). Todas estas espécies são consideradas ameaçadas de extinção em todo o mundo ou no Brasil.

O Santuário de Baleias do Atlântico Sul vai manter ou aumentar os níveis dos estoques das diferentes espécies de baleias que ocorrem na região, mitigando ameaças identificadas para essas populações bem como para outras ameaças potenciais.

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Foto: Enrico Marcovaldi/ Instituto Baleia Jubarte

Com a criação do Santuário, será possível estimular a pesquisa não-letal e não-extrativa coordenada na região, especialmente pelos países em desenvolvimento, e através da cooperação internacional com a participação ativa da CIB. Um dos objetivos é desenvolver o uso econômico sustentável, não extrativo e não-letal de baleias para o benefício das comunidades costeiras na região (por exemplo, observação de baleias e atividades educacionais), e de integrar a pesquisa nacional, os esforços de gestão e estratégias de conservação em uma estrutura cooperativa, maximizando a eficácia das ações de gestão.

A partir do desenvolvimento de pesquisa não letal, será possível também fazer o monitoramento da recuperação das populações de baleias quase extintas pela caça no passado, analisar as ameaças e as medidas de mitigação (intervenção humana com o intuito de reduzir ou remediar um determinado impacto ambiental nocivo), além de estabelecer projetos e iniciativas para melhor compreender as rotas migratórias e os padrões de movimento desses grandes animais.

O Santuário de Baleais do Atlântico Sul promoverá a coordenação entre áreas protegidas nacionalmente ou no âmbito de outras iniciativas internacionais relevantes, como a Convenção do Patrimônio Mundial do Homem e o Programa MAB – Homem e a Biosfera da UNESCO em prol da conservação dos cetáceos.

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Foto: Enrico Marcovaldi/ Instituto Baleia Jubarte